domingo, 20 de fevereiro de 2011

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS

Os livros deuterocanônicos são: Tobias, Judite, 1Macabeus, 2Macabeus, Eclesiástico, Sabedoria, Baruc, alem de trechos de Ester e Daniel. Foram escritos entre os anos 200 a.c e 100 a.c. A  versão Bíblica utilizada pelos Católicos é a Septuaginta assim conhecida por ter sido traduzida do hebraico para o grego  por setenta e dois  sábios e anciãos judeus na cidade de Alexandria para uma comunidade de judeus que lá viviam e não mais dominavam a língua hebraica. Na época da tradução os livros que compõe o Antigo Testamento ainda não estavam definidos e foram acoplados a eles o sete livros que hoje são rejeitados pela maioria dos protestantes.
Esta tradução do Antigo Testamento logo passou a ser utilizada entre a maioria dos judeus, inclusive os Apóstolos de Cristo que a utilizavam nas suas pregações. Porém no ano 100 d.c judeus da palestina não Cristãos se reuniram na cidade de Jâmnia para redefinir os livros Bíblicos e acabaram excluindo os sete livros deuterocanônicos, assim como também foi excluído qualquer livro que falasse em Jesus, mostrando a falta de inspiração do Sínodo. Sínodo esse que se  apóiam os protestantes.  O principal motivo desses livros terem sido excluídos foi a rivalidade que os judeus tinhas contra os Cristãos.
Os judeus utilizaram alguns critérios para excluir os livros, porém nenhum desses critérios tem estrutura solida. Um  deles é de que Deus só poderia inspirar em Israel, mas isso não faz sentido já que toda lei de Moises foi inspirada no deserto do Sinai ao caminho para o Egito. Outro argumento utilizado é que Deus só poderia inspirar em hebraico. Na realidade Deus disse que só poderia se revelar aos israelitas mas entre eles haviam muitos que falavam outras línguas como o profeta Daniel, por tanto Deus não se revelou apenas em hebraico.
Os primeiros Padres da Igreja citavam vários trechos dos livros deuterocanônicos, e no Concilio de Roma no ano de 382 d. c foi definido o Cânon oficial fazendo parte dele os livros que hoje são tidos como apócrifos por alguns protestantes. O Cânon foi confirmado no Concilio de Hipona em 393 e de Cartago em 397. O engraçado é que estes mesmos Concílios também definiram alguns livros do Novo Tstamento, livros estes aceitos pelos protestantes e Concílios estes também muito citados por eles para confirmar a Canonicidade do Novo Testamento.
Durante a reforma protestante Lutero retirou estes livros por confirmarem doutrinas Católicas, assim como haviam feito os judeus. Os livros deuterocanônicos do Novo Testamento também foram retirados por ele, e depois recolocados por outros protestantes.
As catacumbas de Roma, que eram os locais onde os primeiros Cristãos se reuniam para celebrar seu Culto longe das perseguições do império, também estão cheias de desenhos que retratam cenas dos livros deuterocanonicos. O testemunho dos primeiros Cristão são outra prova das verdades inspiradas nestes livros. Algumas denominações protestantes hoje em dia aceitam todos os livros da Bíblia, assim como foi definida em Concílio durante os séculos, que são os: Luteranos, Presbiterianos e Anglicanos. 
É importante ressaltar que alguns critérios foram tomados pelos Católicos na hora de determinar os Livros Sagrados, como: Apostolicidade;  que não significa que toda obra dos Apóstolos é inspirada, mas sim as que foram escritos nos momentos de inspiração de um Apóstolo. Foram escolhidos os livros de leitura pública e que eram lidos nas principais Igrejas. Além da Ortodoxia que deve existir em cada Livro Sagrado, sem que nenhum contradiga outro livro da Bíblia.

Fonte de estudo: estudo bíblico apostolado sã doutrina, segunda aula.

  

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O CASAMENTO NA PÓS- MODERNIDADE

É muito comum nos dias de hoje vê os casais se separando, vê um amor que quando nasceu parecia ser eterno, mas não conseguiu resistir as ciladas do tempo e terminou na separação, com cada um seguindo um novo rumo. Nessas horas as pessoas se perguntam o que está acontecendo com as famílias nos dias de hoje, por que cada vez mais casais se divorciam, e os valores da nossa sociedade são colocados em xeque. O que devemos observar nesses momentos é a vivencia espiritual de cada família dessas, é importante observar em que se estruturam as famílias de nossa época pós- moderna e como as famílias procuram a comunhão com Deus no novo relacionamento e na nova vivencia que nasce com o matrimonio.
Ao fazer uma analise das famílias dos nossos dias é importante buscar a gênese do relacionamento e tentar compreender o que levou cada um dos dois, homem e mulher, a escolher o outro para juntos partilharem de um viver eterno e de constante comunhão com o Divino. Infelizmente o que impulsiona o relacionamento e o matrimônio não são questões espirituais, das quais Deus é o guia e protetor, mas sim questões materiais, são valores que não tem o espírito santo e o sopro Divino presente. Carro, casa, dinheiro, beleza física e tantos outros valores matérias são os principais critérios adotados na hora de começar um namoro, na hora de dar o primeiro passo para construir a instituição divina do matrimônio.
Os bens materiais nos quais a maioria dos casamentos estão estruturados, São coisas que com o tempo se destroem, São coisas que se desmancham no ar e junto com essa destruição material ocorre também os problemas do matrimônio. Não se pode estruturar uma relação de amor, uma relação divina que deverá ser eterna em coisas que são destrutíveis. O amor entre o homem e uma mulher tem que estar baseado em princípios cristãos, princípios que irão propiciar uma convivência de carinho, ajuda, compreensão e verdadeiro amor. A relação que tem como base a palavra de Deus, vence todas as tempestades, não se deteriora como os objetos matérias construídos pelos homens e cheios de falhas, sendo perecíveis a ação do tempo. Só aquilo que Deus criou é que pode ser eterno e por isso o matrimônio criado por Deus deve sempre ser guiado pelo seu santo nome para que as famílias possam ter a verdadeira felicidade.
A atração física é em muitos casos e outro problema que tanto levam os casais a se divorciarem. Não podemos ser hipócritas ao ponto de dizer que o lado físico não é uma das primeiras coisas que chamam a atenção, mas essa  atração não pode ficar apenas no corpo. O homem e a mulher devem se conhecer por completo, as vezes alguém expressa grande beleza física mas tem um interior pobre, ou então o modo de ser não é compatível com o outro que vai se relacionar. Infelizmente muitos param na análise física e esquecem de olhar o lado espiritual. O corpo como algo material também esta passível a ação do tempo. O corpo aos poucos vai perdendo a beleza da juventude e aquele amor também vai se acabando junto com o belo.
Os casais precisam procurar a união com Deus, buscar a igreja, procurar ouvir a palavra que Deus fala aos homens através das sagradas escrituras, do que fala os sacerdotes e da reflexão diária que nasce das nossas conversas com Deus. Precisamos ter como exemplo a santa família de Jesus, e sermos mãe como foi Maria e pai como foi José.

sábado, 29 de janeiro de 2011

30 de janeiro dia de Santa Martinha

Martinha pertencia a nobreza de Roma, tendo o seu pai sido eleito três vezes cônsul romano. Martinha cresceu em uma família Cristã, sendo batizada logo após o seu nascimento, e recebido uma educação baseada nos princípios de Cristo. Com a morte do pai Martinha recebeu sua herança e a dividiu com os pobres de Roma.
No ano de 222 o imperador Alexandre Severo baixou um decreto para perseguição dos Cristãos, que ao serem julgados casos fossem condenados deveriam ser executados. Martinha acabou sendo presa durante as perseguições. Mas ao chegar na presença do imperador devido ao seu comportamento e ao prestigio do seu pai, o imperador tentou convencê-la a abandonar a Cristianismo e passar a adorar os Deuses pagãos de Roma. Martinha se manteve  fiel na fé Cristã e preferiu morrer com os seus irmãos do que professar um Deus falso.
O primeiro castigo que Alexandre lhe impôs foi que fosse açoitada, porém Martinha rezou com tanta fé que os seus carrascos acabaram se convertendo. Então o imperador mandou que ela fosse jogada entre as feras, mas nenhum animal a atacou, todos amansaram diante de sua bondade. Depois disso foi condenada a fogueira mas as chamas não a queimaram. ( outra versão diz que uma chuva caiu sobre Roma apagando as chamas. ) martinha acabou sendo decapitada, e segundo relatos no momento da sua morte um grande terremoto foi sentido na cidade de Roma. ( outra versão diz que o terremoto ocorreu durante o momento em que Alexandre tentava converte-la a religião pagã, o terremoto destruiu a imagem de Apolo, e soterrou vários sacerdotes que estavam no templo. )
Martinha logo foi considerada santa por todo o império, e no século IV o papa Honório mandou erguer a igreja do foro em Roma em homenagem a ela. Depois de um longo período seu culto foi um pouco esquecido, até que o papa Urbano VIII durante a contra-reforma no processo de reconstrução das igrejas encontrou os restos mortais de martinha, e fez com que seu culto retornasse.

A vida de santa martinha é em muitos casos relacionadas a santa Tatiana, que tem um história muito parecida com a sua, mas não existem relatos suficientes para dizer que ambas são a mesma. Santa martinha ou santa Tatiana é muito venerada na igreja do oriente, especialmente na Rússia onde é venerada pelo nome de santa Tatiana, e na Grécia onde recebe o nome de santa Tânia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Tatiana

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Filaucia

                                          Filáucia


      Deus criou o homem ardente de desejo, o homem deseja todas as coisas, e isso faz com que ele entenda que só Deus é a verdadeira felicidade, como tão bem expressou santo Agostinho o bispo de Hipona, ao dizer; “ senhor fizeste-nos para ti, e o nosso coração só  repousa feliz em ti.” Por isso a vontade de encontrar deus é tão grande que os homens acabam se perdendo, a felicidade é tão cobiçada que se torna a destruidora dos homens, ai é que o homem peca, pois o pecado é procurar deus a onde ele não se encontra.
       A filáucia é a principal marca do pecado original nas nossas vidas, a filáucia leva o homem a procurar a felicidade e o prazer a todo custo, são Maximo, o confessor ,  a define  como sendo; “ o amor de si contra si. “ de tanto que o homem se ama ele quer negar a dor e o sofrimento que existem, quer conhecer apenas a face feliz da vida, quando em muitos casos é a dor e o sofrimento os responsáveis pela evolução, e a salvação de cada um. ser feliz é saber encontrar o amor e o bem dentro da minha realidade, e não fugir dessa realidade de forma pecaminosa para achar que encontrou sentido para viver. As lagrimas servem para que se possa refletir sobre a vida, e se essa reflexão é feita dentro dos desígnios de deus o choro serve como algo que impulsiona o homem a conhecer cada vez mais a verdade. Deus nos fez para ele, mas o caminho que nos leva a ele não é apenas de fores, também tem espinhos, mas não é possível  destruir os espinhos, pois se não fosse a dor que causa os espinhos, ninguém saberia o valor que têm as flores.
       O que mais encontramos na nossa sociedade é o amor filaucioso, as pessoas estão cada vez mais procurando ser feliz nas coisas que não são divinas. O homem de tanto se amar, de tanto buscar aquilo que lhe complete, que lhe realize, se esquece do seu irmão, o egoísmo é mais um problema que nasce desse desejo de encontrar a felicidade. E o homem egoísta perde o respeito pelos outros e por si mesmo, e nessa busca solitária pelo viver feliz, a vida se transforma em total  angústia, já que a felicidade é estruturada com bases nas coisas passageiras que com o tempo se destroem, o homem só se realiza e só encontra paz, se estruturar seu viver no amor, na solidariedade, na compaixão e na eterna preparação para se encontrar com Deus.