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domingo, 9 de setembro de 2012

Suicídio

Algumas pessoas têm dúvidas sobre se o suicìdio é pecado ou não. O Cônego José Luiz Villac em resposta a uma pessoa nos explica sobre o assunto.

Pergunta

Em minha família tivemos um ente querido que cometeu suicídio, era irmão de minha esposa, e no seu velório o Padre se recusou a rezar por sua alma. Eu e minha família ficamos extremamente chocados. Gostaria de saber se o senhor poderia me explicar a atitude do Padre. Se foi uma atitude isolada ou se é sempre assim. Podemos mandar rezar Missas em intenção da alma de meu cunhado?

Resposta

Nada justifica o suicídio porque, por mais árduas que sejam as condições de existência de uma pessoa, o homem foi feito para enfrentar durante a vida situações adversas, às vezes duríssimas. E Deus nunca recusa ao homem os auxílios de que precisa para cumprir seus deveres familiares, profissionais e sociais e para superar todas as provações. Auxílios esses que alcançamos de Deus muito especialmente através da oração: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, Ele vo-la dará”, disse Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 16, 23). “Tudo que pedirdes, com fé, na oração, o recebereis” (Mt 21, 22). O desespero do suicida é uma negação pecaminosa da misericordiosa paternidade de Deus e da promessa infalível de Jesus Cristo.
O suicídio é um pecado escandaloso, que atenta contra os direitos de Deus, supremo e único Senhor da vida e da morte. É um pecado que agride brutalmente o convívio familiar e social, privando os familiares e os amigos da presença de um ente querido, e muitas vezes de um sustentáculo material, afetivo e espiritual. É um pecado gravíssimo que precipita a alma diretamente no inferno.
Por esta razão, as leis da Santa Igreja (cânones 1184/5) vedam conceder exéquias eclesiásticas aos “pecadores manifestos” — como é o caso dos suicidas — “a não ser que antes da morte tivessem dado algum sinal de arrependimento”.
O ítem 3º do cânon 1184 introduz a precisão de que a privação das exéquias elcesiásticas deve ser aplicada aos “pecadores manifestos, aos quais não se possam conceder exéquias eclesiásticas sem escândalo público dos fiéis”
O sacerdote, ao recusar-se a rezar pela alma da pessoa que cometeu o suicídio, presumivelmente examinou a situação concreta para, conforme diz o ítem acima referido, evitar o “escândalo público dos fiéis”. Compreende-se, pois, a atitude assumida por ele.
Convém ainda acrescentar que não basta a mera suposição de que talvez, nos últimos instantes (entre o ato suicida e a morte efetiva), pela infinita misericórdia de Deus, ter-se-á arrependido de seu ato tresloucado e obtido o perdão. É preciso que haja algum testemunho fidedigno de que o suicida, antes de expirar, tenha por exemplo beijado devotamente um crucifixo ou alguma imagem ou objeto piedoso, tenha batido no peito dando mostras de arrependimento de seu pecado, tenha pedido que lhe levassem um sacerdote, ainda que este não tivesse chegado a tempo etc. Sem estes sinais, o sacerdote não pode dar-lhe “sepultura eclesiástica”, ou seja, rezar publicamente pelo defunto, encomendar-lhe a alma, benzer sua sepultura etc., nem celebrar as Missas de exéquias.
De qualquer modo, como resta a possibilidade de Deus ter concedido in extremis ao suicida a graça do perfeito arrependimento, sem que ele o tenha podido manifestar publicamente, é permitido rezar privadamente pelo defunto, e mesmo encomendar Missas em sua intenção, desde que estas sejam celebradas privadamente e assistidas só pelos familiares e amigos mais íntimos, sem comunicar ao ato nenhum caráter social (como anúncios em jornal, por exemplo).
Infelizmente, essas sábias e razoáveis disposições eclesiásticas, que antigamente eram bem conhecidas dos ­fiéis, hoje não mais o são, o que explica que o consulente e sua família tenham ficado extremamente chocados com a atitude do sacerdote. Em vista disso, teria sido conveniente, talvez, que ele desse uma explicação à família.
A triste realidade de nossos dias é que vivemos numa sociedade que se distanciou de Deus.Noções como a da extrema seriedade da vida, na qual devemos, pela honestidade de nossos atos, ganhar o Céu, e portanto evitar qualquer transgressão dos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja, não fazem mais parte das cogitações habituais de um número enorme de nossos contemporâneos. Restam apenas alguns fiapos de tradições cristãs, como a de rezar pelos defuntos no velório, chamar um Padre para que encomende a sua alma etc.
E ainda é forçoso reconhecer que mesmo esses fiapos estão desaparecendo. Contudo, a reação do consulente e de sua família, de ficarem chocados com a recusa do sacerdote de rezar publicamente pelo suicida, compreende-se em função do desejo de obter para ele a salvação. Que eles rezem, pois, pelo seu ente querido, pois Deus, em sua infinita misericórdia, na previsão dessas orações, pode ter dado ao defunto a graça do arrependimento in extremis. Até lá pode chegar a misericórdia divina!
 







quinta-feira, 12 de julho de 2012

Os Sete dons do Espírito Santo











Hoje quero colocar uma instrução sobre os dons do Espírito Santo, primeiramente para que estes dons? Os dons do paráclito, são uma forma de compenetrarmos nos mistérios de Deus, e assim conhecê-lo cada vez mais por meio destes dons, e não somente isso, como também utilizando-os para o bem comum, do irmão necessitado! Os dons são para todos, não existe distinção. Todos nós, filhos de Deus, somos escolhidos para sermos dotados com os dons celestiais. E o Espírito Santo revela todas as verdades sobre os mistérios de Deus! Conheça, e aprenda.
Deus abençoe

SABEDORIA: Pelo dom da sabedoria buscamos não a sabedoria do mundo, mas aquela Verdade que se identifica com o Sumo Bem e que nos torna felizes, porque nos enche de alegria o coração, como disse Jesus: Quando fordes presos, não vos preocupeis nem com a maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer. Porque não sereis vós quem falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós (Mt 10,19-20).

ENTENDIMENTO: É o dom divino pelo qual aceitamos as verdades reveladas por Deus. Mesmo não compreendendo todo o Mistério, entendemos que ali está a certeza de nossa salvação porque é verdade que procede de Deus infalível. Disse Deus pelo profeta: Eu vos darei um coração capaz de conhecer-me, e de saber que sou Eu o Senhor. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, porque de todo o coração se voltarão para mim (Jr 24,7).

CONSELHO: É a luz que o Espírito nos dá para distinguir-mos o certo do errado, o verdadeiro do falso, e assim orientarmos acertadamente a nossa vida e a de quem nos pede conselho. Sobre Jesus repousou o Espírito Santo, e lhe deu em plenitude esse dom, como havia profetizado Isaías: Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer, mas julgará os fracos com eqüidade e fará justiça aos pobres da terra . . . (Is 11,3-4).

FORTALEZA: É o dom da coragem para se viver fielmente a fé no dia-a-dia, e até diante do martírio se for preciso. Assim disse o Espírito à Igreja de Esmirna: Nada temas ante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão, para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante algum tempo. Sê fiel até à morte, e te darei a coroa da vida (Ap 2,10).

CIÊNCIA: Não é a ciência do mundo, mas a ciência de Deus. A Verdade que é Vida. Por esse dom o Espírito Santo nos indica o caminho a seguir na realização de nossa vocação, pois o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus . . . As coisas de Deus ninguém as conhece a não ser o Espírito de Deus (1 Cor 2,10-11).

PIEDADE: É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Por ser o Amor do Pai e do Filho, o Espírito Santo nos dá o sabor das coisas de Deus. São Paulo escreveu: A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vocês permaneçam na ignorância. Vocês bem sabem que, quando vocês eram pagãos, eram facilmente atraídos para os ídolos mudos. Por isso eu lhes declaro: todo aquele que é agora conduzido pelo Espírito de Deus não pode blasfemar contra Jesus. Bem como ninguém poderá dizer convictamente Jesus é o Senhor, a não ser movido pelo Espírito Santo (1 Cor 12,1-3).

TEMOR DE DEUS: Este dom do Espírito Santo não significa medo de Deus, mas um amor tão grande que queima o coração de respeito por Deus. Não é um pavor pela justiça divina, mas o receio de ofender ou de desagradar a Deus. Por isso Jesus teve sempre o cuidado de fazer em tudo a vontade de seu Pai, como Isaías havia profetizado: Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento. Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor (Is 11,2).

                Fonte:  http://setedons.vilabol.uol.com.br/index.htm

sábado, 16 de junho de 2012

Os mandamentos da Igreja



       Uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os "Cinco Mandamentos da Igreja", além dos Dez Mandamentos conhecidos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de João Paulo II (1992). É preciso entender que mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, entre outros.
       Cristo deu poderes à Sua Igreja a fim de estabelecer normas para a salvação da humanidade. Ele disse aos Apóstolos: "Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou" (Lc 10,16). E prossegue: “Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no céu.” (Mt 18,18)
     
 1º – Primeiro mandamento da Igreja: "Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho".

       É obrigatório aos fiéis participar da santa missa todo domingo e nas festas de preceito, e recomenda que dela se participe também nos outros dias". "Os cristãos santificam o domingo e outras festas de preceito participando da Eucaristia do Senhor e abstendo-se também daquelas atividades que impedem de prestar culto a Deus e perturbam a alegria própria do dia do Senhor ou o necessário descanso da mente e do corpo. São permitidas as  atividades ligadas a necessidades familiares ou a serviços de grande utilidade social, desde que não criem hábitos prejudiciais à santificação do domingo, à vida de família e à saúde. Ordena que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos.

      Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo: “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252) (§2177).

2º - Segundo mandamento: "Confessar-se ao menos uma vez por ano".
     
       O Senhor ressuscitado instituiu esse sacramento quando, na noite da Páscoa, apareceu aos seus Apóstolos e lhes disse: 'Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados;  a quem os retiverdes, serão retidos' (Jo 20, 22-23). O apelo de Cristo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados. Essa conversão é um compromisso contínuo para toda a Igreja, que é santa, mas reúne em seu seio os pecadore. Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados de que alguém se lembra depois de um diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão (Itens 298, 299 e 304).

       Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989). É claro que é pouco se confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se confessasse ao menos uma vez por mês, pois fica mais fácil de se recordar dos pecados e de ter a graça para vencê-los.

3º Terceiro mandamento: "Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição. " 

      A Eucaristia é o banquete pascal, porquanto Cristo, ao realizar sacramentalmente a sua Páscoa, nos dá o seu Corpo e o seu Sangue, oferecidos como alimento e bebida, e nos une a si e entre nós no seu sacrifício. A Igreja recomenda aos fiéis que participam da santa missa que recebam com as devidas disposições também a santa Comunhão, prescrevendo a obrigação de comungar pelo menos na Páscoa (Itens 287 e 290). O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascenção, e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920).

      Também é muito pouco comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a comunhão diária.

4º - Quarto mandamento: "Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja" 

       A penitência se exprime de formas muito variadas, em particular com o jejum, a oração, a esmola. Essas e muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na vida cotidiana do cristão, em particular no tempo da Quaresma e no dia penitencial da sexta-feira (Item 301). No Brasil isso deve ser feito, principalmente, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Este jejum consiste em um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche também leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar, pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazê-lo se desejarem.

      Diz o Catecismo que o jejum "Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)".

5º - Quinto mandamento: "Ajudar a Igreja em suas necessidades"

       Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222). Não é obrigatório que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo nem o Código de Direito Canônico obrigam esta porcentagem, mas é bom e bonito se assim o for. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7). Esta ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada uma parte na paróquia e em outras obras da Igreja.


Fontes de pesquisa: Blog canção nova, Professor Felipe Aquino e Wikipédia - A enciclopédia livre.

domingo, 20 de maio de 2012

Masturbação


MASTURBAÇÃO

          Um dos grandes problemas dos jovens é lidar com esse tipo de pecado, tão comum na juventude. Porém, mostraremos a seguir como vencer esse inimigo, que não é fácil, mas com perseverança será gratificante diante dos olhos de Deus.

COMO SE LIVRAR DA MASTURBAÇÃO

          A grande luta do jovem cristão é contra o vício da masturbação. A sua prática é bastante comum entre os rapazes e moças, que é um dos principais problemas enfrentados por eles. Saiba, antes de tudo, que a masturbação não é indício de distúrbio de personalidade ou de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade. O "Livro dos Mortos", dos egípcios, já a condenava por volta do ano 1550 antes de Cristo. Também de acordo com o Código Moral dos antigos judeus era considerado pecado grave. Encontrei homens casados que continuavam a se masturbar, embora tivessem uma vida sexual regular com a esposa. Isso mostra que o vício da juventude continuou, e prejudica o casamento. Embora as aulas de "educação sexual", muitas vezes, ensinem que a masturbação é normal, e até necessária, na verdade, é contra a natureza e contra a lei de Deus. Infelizmente, nessas aulas e cartilhas sobre o assunto, os alunos são aconselhados a não terem sentimentos de culpa, angústia ou ansiedade, e ensinam que não é prejudicial a saúde. Isso não é verdade, pois muitos médicos afirmam que ela é prejudicial ao jovem tanto fisicamente quanto psicologicamente.
          A Igreja ensina que esta prática é um ato desordenado. Embora defendida por muitos como "algo normal", ela ensina que não :"Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade" (Catecismo da Igreja Católica,§2352).

Para lutar contra a masturbação é preciso se tomar várias atitudes:

1 - Tenha calma diante do problema.

        Você não é nenhum desequilibrado sexual, nem impuro e nem uma prostituta impotencial. Assim como não é uma aberração porque se masturba. Enfrente o problema com calma e com fé.

2 - Corte todos os estimulantes do vício.

         Jogue fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos que você costumava ver. E não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes, alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir àqueles programas de TV que, cada vez mais, jogam "pólvora" no seu sangue. A TV é, hoje, um dos piores venenos para o jovem que luta contra a masturbação. E fuja dos "sites" eróticos da Internet.

3 - Faça um bom uso de suas horas de folga.

         Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos,caminhar, etc. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois "mente vazia é oficina do diabo".

4 - Não desanime nem se desespere nunca.

        Lute diariamente contra a masturbação, mas se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus de imediato, e retome o propósito de não pecar. Não fique pisando na sua alma e se condenando. Diga: "Está bem, eu errei, eu caí, aceito a minha queda humildemente, porque sou fraco; vou conseguir com a ajuda de Deus superar isso. Vou continuar lutando até me libertar definitivamente, mesmo que eu caia um milhão de vezes: não desistirei e não me desesperarei. "Jovem, Deus ama a nossa luta contra o pecado; a nossa vitória diante dele é mais a nossa perseverança na luta do que propriamente a vitória completa. Se confesse com  o sacerdote; sempre que cair não tenha receio, ele te compreenderá, pois está acostumado a ouvir isso.

5 - Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os Sacramentos da Igreja.

        Há um ditado que diz: "Mosca não assenta em prato quente". Se você mantiver a sua alma aquecida com o calor do Espírito Santo, as "moscas" da tentação não vão perturbá-lo. Mas se o prato esfriar... Após uma queda no campo sexual, sempre fica claro que faltou "vigilância e oração" para não pecar. Muitas vezes, abusamos da nossa fraqueza e nos expomos diante do perigo... e caímos. Peça sempre a Jesus em suas orações que Ele lhe conceda a virtude da castidade, sempre que cair se confesse imediatamente, procure comugar e estar sempre em oração isso vai te dar forças. experimente!
       Há um outro provérbio que diz: " A ocasião faz o ladrão ", ou ainda: " Quem ama o perigo nele  perecerá". Na verdade, teremos de pedir mais perdão a Deus porque não vigiamos e não oramos, do que por ter caído no pecado propriamente.

       E lembre-se: A vitória vem com muita luta, perseverança, oração e apoio Divino.
Deus sempre estará do seu lado nesta luta e em todas contra o pecado.

Deus te abençõe !


Fonte :pt.scribd.com/doc/7342278/Livrese-Da-Masturbacao

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ave Maria


O Poder da Ave-Maria


Milhões dos católicos rezam frequentemente a Ave Maria. Alguns repetem-na depressa, nem mesmo pensando nas palavras que estão dizendo.

Este artigo poderá ajudá-lo a recitá-la mais pensativamente.

- Podem dar grande alegria à Mãe de Deus para se obter as graças que ela deseja.

- Uma Ave Maria bem rezada enche o coração de Nossa Senhora com alegria e  nos concede grandes graças. Uma Ave Maria bem recitada dá-nos mais graças que mil rezadas sem reflexão.

- A Ave Maria é como uma mina de ouro da qual nós podemos sempre extrair e nunca se esgota. É difícil rezar a Ave Maria? Tudo o que temos que fazer é saber seu valor e compreender seu significado.

- S. Jerônimo nos diz que “as verdades contidas na Ave Maria são tão sublimes, tão maravilhosas, que nenhum homem ou anjo poderiam compreendê-las inteiramente.”

- S. Tomás de Aquino, príncipe dos teólogos, “o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios", como Leão XIII o chamou, pregou o Ave Maria por 40 dias em Roma, enchendo os corações de êxtase.

- Pe. F. Suárez, o santo e erudito jesuita, declarou que ao morrer dispostamente daria todos os livros que escreveu, todas as obras de sua vida, pelo mérito de uma só Ave Maria rezada devotamente.

- S. Matilde, que amava muito Nossa Senhora, certo dia estava se esforçando
para compor uma bela oração em sua honra. Nossa Senhora apareceu-lhe, com as letras douradas em seu peito: “Ave Maria, cheia de graça.” Disse-lhe: “Desista, minha filha, de seu trabalho, pois nenhuma oração que talvez você pudesse compor dar-me-ia a alegria e o prazer da Ave Maria.”

- Um certo homem encontrou a alegria em orar lentamente a Ave Maria. A bendita Virgem em troca apareceu-lhe sorrindo e anunciando-lhe o dia e hora de sua morte, concedendo-lhe uma santa e feliz morte. Depois de sua morte, um lírio branco cresceu de sua boca e escrito em suas pétalas: “Ave Maria.”

- Cesário descreve um incidente similar. Um santo e humilde monge viveu no monastério. Sua mente e memória estavam tão fracas que ele somente podia repetir uma oração, que era a Ave Maria. Depois de sua morte uma árvore cresceu sobre sua sepultura e em todas suas folhas estava escrito: “Ave Maria”.

Estas belas histórias nos mostram quantas devoções há para Nossa Senhora, e o poder atribuído à Ave Maria rezada devotamente. Cada vez que dizemos a Ave Maria repetimos as mesmas palavras com que o arcanjo Gabriel saudou Maria no dia da Anunciação, quando ela se tornou a Mãe do Filho de Deus.

Muitas graças e alegrias encheram a alma de Maria naquele momento.

Quando oramos o Ave Maria ofertamos novamente essas graças e alegrias à Nossa Senhora e ela os aceita com imenso prazer. Em troca ela nos dá uma ação dessas alegrias.

Certa vez Nosso Senhor pediu a S. Francisco que lhe desse algo. O santo respondeu: "Querido Senhor, eu não posso lhe dar nada que eu já não lhe dei, todo meu amor".
Jesus sorriu e disse: "Francisco, dê-me tudo de novo e de novo e irá dar-me  o mesmo prazer".

Da mesma forma nossa querida Mãe aceita cada vez que oramos a Ave Maria e  recebe as alegrias e prazer que ela teve das palavras de S. Gabriel.

Deus Todo-poderoso deu a Sua Bendita Mãe toda a dignidade, grandeza e santidade necessária para torná-la perfeita para ser sua Mãe.

Mas Ele também lhe deu toda a doçura, amor, brandura e afeto necessário para  fazê-la também nossa querida Mãe. Maria é realmente nossa Mãe.

Assim como os filhos se dirigem às suas mães para pedir ajuda, da mesma forma deveríamos ir com a mesma confiança ilimitada a Maria.

S.Bernardo e muitos Santos disseram que nunca ouviram falar em qualquer tempo ou lugar que Maria se recusou a ouvir as orações de seus filhos na Terra.

Por que não percebemos estas consoladoras verdades? Por que recusar o amor e  consolação que a doce Mãe de Deus nos oferece?

É nossa ignorância lamentável que nos priva desta ajuda e consolação.

Amar e confiar em Maria é ser feliz agora na Terra e depois feliz no céu.  O dr.Hugh Lammer foi um dedicado protestante, com forte ódio contra a Igreja Católica.  Um dia ele encontrou uma explicação da Ave Maria e começou a lê-la. Ele ficou tão encantado com ela que começou a rezá-la diariamente. Insensivelmente, toda a sua animosidade anti-católica começou a desaparecer. Ele se tornou um bom católico, um santo padre e um professor de Teologia Católica em Breslau.

Chamaram um sacerdote ao lado da cama de um homem que morria no desespero  por causa dos seus pecados. O homem recusava se confessar. Como um recurso último o sacerdote pediu-o a orar pelo menos a Ave Maria. Logo após, o pobre homem fez uma confissão sincera e morreu uma morte santa.

Na Inglaterra, pediram a um sacerdote da paróquia para ver uma senhora protestante que estava gravemente doente, e que desejava se tornar católica.  Perguntado se alguma vez ela já tinha ido à Igreja Católica ou se ela tinha falado com católicos, ou se ela tinha lido livros Católicos, ela respondeu: "não". Tudo o que ela podia lembrar era que, uma amiga lhe ensinou o Ave Maria, o qual era rezava toda noite. Ela foi batizada e, antes de morrer, teve a felicidade de ver seu marido e filhos batizados.

S. Gertrudes diz-nos no seu livro "Revelações" que quando nós agradecemos a Deus pelas as graças que Ele deu a qualquer Santo, tornamo-nos participantes daquelas determinadas graças.

Que graças então não temos quando oramos o Ave Maria agradecendo a Deus por todas as inexprimíveis graças que Ele deu a Sua Bendita Mãe?

"Uma Ave Maria dita sem sensível fervor, mas com um puro desejo em um tempo de aridez, tem muito mais valor à minha vista do que um Rosário inteiro no meio das consolações". (Nossa Senhora a Ir. Benigna Consolata Ferrero)

Para encerrar-mos, eu quero pedir perdão a Deus por aqueles que não respeitam ou não amam a mãe de seu Filho, que a negam morada em seus corações, e que ainda  tem a cara de pau de dizerem que ela está morta e esperando jugamento como qualquer um.

Agora reflitam comigo : Será que Jesus deixaria sua mãe no esquecimento ?
Eu não vou responder, porém quero que você me responda a seguinte pergunta e compare-a com a provável resposta de Jesus : Se você fosse hoje para o céu e podesse levar sua mãe com você, você a deixaria esquecida na terra ? Será que Jesus não fez o mesmo por Maria ?

Hoje antes de dormir ore uma ave maria e agradeça por ter a mãe de Deus como sua mãe, amiga e intercessora junto a Jesus.

Que Deus te abençõe!!!


Fonte : O segredo do rosário

sábado, 14 de abril de 2012

Imagens


As imagens na Igreja Católica e a ignorância dos Protestantes.

         Como todos nós já sabemos, os protestantes sempre nos discriminam dizendo: "os católicos adoram Imagens, eles são idólatras!" Mas na verdade, os nossos queridos irmãos protestantes, como sempre, leem um pedaço da Bíblia e esquencem o outro. Sempre olham para parte que mais lhes apraz para deixar Alguns filhos de Deus, que não tem muito entendimento, perdidos. Os prostestantes pensam que são os Doutores da Bíblia, assim como os fariseus pensavam que eram os conhecedores da Lei de Deus e com isso discriminavam Jesus.
        Se tem uma coisa que erroneamente eles divulgam é que os católicos praticam a idolatria. Idolatria, segundo o dicionário, quer dizer adorar ídolos. A Igreja Católica Apostólica Romana sempre ensinou, com base Bíblica, que Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13). Não adoramos e nem devemos adorar qualquer coisa ou pessoa além do único e Supremo Deus Trino.    
        Se um médico erra não podemos culpar a medicina pelo seu erro. Da mesma forma, que se um advogado erra não é culpa da lei. Assim, se infelizmente muitos católicos, por ignorância, exageram no respeito às imagens a culpa não é da doutrina católica; que lembra que desde o Antigo Testamento o próprio Deus ordenou ou permitiu a instituição das imagens que conduziriam a salvação através do Verbo Encarnado, Jesus Cristo, como por exemplo a serpente de bronze (Nm 21,4-9; Sb 16,5-14; Jo3,14-15), a arca da Aliança e os querubins (Ex 25,10-22; 1Rs 6,23-28).      

    Oque realmente uma imagem representa?

        Os católicos sabem que imagens são simplesmente imagens, não tem poder em si mesmas, pois são somente sinais. Seria uma estupidez ao ir para uma praia ficar em frente à placa que diz "Praia a 10 km" como se tivesse chegado ao lugar desejado. Sabemos que semelhante a uma placa, as imagens somente indicam a Verdadeira Pessoa Digna de admiração e louvor. Isto não quer dizer que as placas são desnecessárias, porque apontam para o lugar certo.
       Semelhante a isto é pegarmos uma foto de um ente querido e acharmos que esta foto é o próprio ente querido. Se eu destruir a foto, evidentemente não destruo a pessoa da foto. Se eu pisar na foto, evidentemente não piso na pessoa representada na foto. Mas, como vocês se sentiriam se pegassem a foto de um ente querido de vocês e na sua frente cuspissem nela, a destruísse ou pisassem nela? Certamente não ficaríam muito felizes. Porque embora a foto não seja a pessoa, o gesto de destruí-la fere gravemente a nossa dignidade.

    Será que a Bíblia realmente proibe imagens ?

       Ora, a mesma escritura que em Êxodo 20 ou em Deuteronômio 4 proíbe imagens é a mesma escritura que mostra que Moisés, Salomão e outros cunharam ou talharam imagens. Teria Deus enlouquecido? Poderia a Bíblia contradizer-se?
      Quando o povo no deserto foi picado por serpentes Deus manda Moisés cunhar um cajado de bronze (portanto uma imagem) com uma serpente e todo o que olhasse para este cajado seria curado. Ora, foi o cajado que curou as pessoas? Não! O cajado de serpente representava ao Senhor Jesus Cristo elevado na Cruz. É Ele que cura as pessoas e não a imagem da serpente.
      "Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida."  Nm 21,9
      Tanto é que o povo começa adorar a imagem como se ela fosse a responsável pela cura e o Senhor manda Moisés destruí-la:
      "Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os ídolos de pau asserás. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. (Chamavam-na Nehustã).   2 Rs 18,4
       Vemos então que o errado é a idolatria e não as imagens. Ou seja, o errado é o ato de idolatrar imagens e não fabricá-las ou ter.
   
      E continuamos...

     "Guardai-vos, pois, de fabricar alguma imagem esculpida representando o que quer que seja, figura de homem ou de mulher, representação de algum animal que vive na terra ou de um pássaro que voa nos céus, ou de um réptil que se arrasta sobre a terra, ou de um peixe que vive nas águas, debaixo da terra. Quando levantares os olhos para o céu, e vires o sol, a lua, as estrelas, e todo o exército dos céus, guarda-te de te prostrar diante deles e de render um culto a esses astros, que o Senhor, teu Deus, deu como partilha a todos os povos que vivem debaixo do céu."    Dt 4,16-20
       Não esqueçamos que, na época, havia o politeísmo, ou seja, a crença em vários deuses. A proibição de Deus se refere ao culto de adoração a alguma imagem que fosse tratada como o próprio Deus. Como, por exemplo, o povo que faz um bezerro de ouro para adorá-lo no deserto como se fosse o próprio Deus.
     "Tiraram todos os brincos de ouro que tinham nas orelhas e trouxeram-nos a Aarão, o qual, tomando-os em suas mãos, pôs o ouro em um molde e fez dele um bezerro de metal fundido. Então exclamaram: 'Eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito'."          Ex 32, 3-4
      Veja que Salomão, um homem riquíssimo em sabedoria, por ordem de Deus, também fez imagens:
     "Fez no santuário dois querubins de pau de oliveira, que tinham dez côvados de altura. Cada uma das asas dos querubins tinha cinco côvados, o que fazia dez côvados da extremidade de uma asa à extremidade da outra. Revestiu também de ouro os querubins. Mandou esculpir em relevo em todas as paredes da casa, ao redor, no santuário como no templo, querubins, palmas e flores abertas. Nos dois batentes de pau de oliveira mandou esculpir querubins, palmas e flores desabrochadas, e cobriu-as de ouro; cobriu de ouro tanto os querubins como as palmas." (1 Rs 6,23-32)

     Algumas coisas que a Igreja ensina sobre imagens:

      "A imagem sacra, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova economia das imagens: 'Antigamente Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus (...) Com o rosto descoberto, contemplados a glória do Senhor'". (São João Damasceno)
     "O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento que proíbe ídolos. De fato 'a honra prestada a uma imagem é prestada na verdade a pessoa a ela representada'" (São Basílio).
     "O culto da religião não se dirige as imagens em si mesmas como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem, enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é a imagem." (São Thomás de Aquino)

     Palavras de Flavio Melo. 

     O filósofo Francês Voltaire, que criticava e questionava, no seu tempo, todo tipo de religião, protege e considera indispensável o uso de imagens. Ele fala na sua obra literária, O DICIONÁRIO FILOSÓFICO, que as Imagens eleva e acende a fé do povo cristão. Diz também, como todos já sabemos, que para os que não sabem lê o uso das imagens é uma grande ajuda como forma de estimulo da fé. Ele ainda Fala que os primeiros cristãos, em Roma, pintaram várias imagens nas catacumbas para deixar o conhecimento de fé para os que não tinham o conhecimento da leitura.
      Enfim, nunca será errado respeitar e ter como sinal de afeto, imagens de pessoas que foram exemplos de santidade, amor e dedicação a Deus.
 


  Fonte :Daniel Godri Junior, cancaonova.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

Inveja


Inveja - O mal que destrói.             
  "A inveja é o mal que destrói quem está a sua volta."
        "Só Deus para nos livrar dessa doença."      Flavio Melo                                    

Quando a inveja nos atinge: Sua metodologia - Côn. Manuel

“A saúde da inveja é ver o outro doente”
(Côn. Manuel)

         Mais do que um sentimento, a inveja, é algo, que aos poucos, vai adulterando a pessoa. Este mal pode atingir qualquer um de nós. Sua ação pode estar entre os que estão perto, bem como daqueles, que estão longe. Cada passo que damos buscando nosso objetivo com dignidade, trabalho, esforço, pode estar sendo vigiado, cobiçado por quem almeja e não consegue. Esta é a triste realidade de quem cai nas garras da inveja. Seu eu fica deformado, suas palavras, engordam pensamentos destrutivos do porque ele (ela) e não eu. A existência do seu ser parece não caber dentro das vinte e quatro horas do dia. Sua ânsia acalenta a notícia de que o outro (a) não conseguirá. O sorriso, embutido dentro de uma raiva, sobe ao pódio para aplaudir a considerada vitória do eu consegui. Nesta metodologia chegamos às palavras de Francisco Quevedo: “A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come”.

        A inveja tem o prazer de receber a pessoa em seus aposentos. Para isso, prepara toda uma recepção, engalanada de aconchegos, musicais atrativos, embalando o visitante num falso caminho de boas vindas. Ao entrar no recinto da inveja, a cilada é tão bem feita, que a pessoa pensa estar num chão seguro e, sem se perceber, é acolhida no precipício daquilo que a leva a lágrimas de arrependimentos. Miguel Cervantes nos alerta: “A inveja vê sempre tudo com lentes de aumento que transformam pequenas coisas em grandiosas, anões em gigantes, indícios em certezas”. A inveja quer ver o outro descer os degraus e ter a certeza que chegou ao último. Neste benfazejo ensejo, ela, se sente dona do pedaço. Seu terreno é intocável. No baú, reserva os mais belos enigmas de criativos pensamentos para se defender. Quer ter uma razão, argumentada, num alto preço, investindo na derrota do outro. Fala-nos Niceto Zamora: “Os ataques da inveja são os únicos em que o agressor, se pudesse, preferia fazer o papel da vítima”.

        Monitorando sua pedagogia de ação, a inveja, nos seus altos índices de inteligência arquiteta seus botes, igual serpente (cobra), para quem se aproxima dela. Seu veneno é tão sutil que quando atinge a pessoa todo o corpo dói. A saúde da inveja é ver o outro doente. Suas gargalhadas atingem os mais estrondosos ecos. Já nos diz Antonella Albertini: “Quando você mostrar que encontrou a solução, as pessoas irão te atingir, te derrubar, expor seus defeitos e tudo que não conseguiu alcançar”. Publílio Siro dá mais um passo ao dizer: “Só o homem corajoso ou bem sucedido pode suportar a inveja”. Horácio completa: “O invejoso emagrece com a abundância do outro”.

        Dói no invejoso ver o outro alcançar o que por merecimento, dignidade, luta e lealdade conseguiu. A maior frustração da inveja é ver o sucesso do outro. Já nos diz o décimo mandamento da lei de Deus: “Não cobiçar as coisas alheias”. A inveja tem uma organização tão bem delineada que lembra as aranhas ao erigirem suas bonitas teias. Elas sabem quais os fios venenosos para surpreender suas presas e quais os que podem passar tranqüilas. Se as aranhas têm essa inteligência instintiva, imagina o invejoso. Já nos alerta Alberto da Brescia: “O invejoso se queima por dentro e por fora pela própria inveja”. Antístenes acrescenta: “A inveja consome o invejoso como a ferrugem o ferro”. Não engrosses a fila dos invejosos. Lute por seus objetivos com fé, amor, lealdade e, sobretudo, com honra. Pense nisso.

Côn. Manuel Quitério de Azevedo
Professor do Seminário de Diamantina e da PUC – MG
Membro da Academia de Letras e Artes de Diamantina – MG

Extraído do site www.entreredes.org.br

sábado, 10 de março de 2012

Os pecados capitais

Os 7 pecados capitais 


         Os pecados capitais são aqueles que são considerados vícios e que mais arrastam os filhos de Deus a perdição. São chamados capitais devido serem considerados os piores pecados, e através deles são cometidos vários outros pecados menores, apesar de, diante de Deus todo pecado ser igual. Porém há pecados que precisam do sacramento da penitência para o perdão, enquanto outros, na própria missa são remidos no ato penitencial. Assim são classificados os pecados mortais e os veniais.
   
      Os pecados capitais são 7: Orgulho, inveja, ira, avareza, preguiça, gula e luxúria. Iremos discuti-los um por um.

Orgulho

        Algumas pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para consigo mesmo. Ele deve existir, como forma de elogiar a si próprio, dando forças para evoluir e conseguir uma evolução individual, rumo a um projeto de vida mais amplo e melhor. O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba, sendo visto apenas então como uma emoção negativa: a Arrogância.
       Quando nos achamos orgulhosos em excesso, olhamos nosso próximo com outros olhos, menosprezando nossos irmãos. Esquecemos até de Deus,achando que podemos tudo, e somos tudo.
       Foi assim que pecou o Diabo, e caiu por causa desse pecado, achando-se igual a Deus.


Inveja

        É um sentimento de ódio ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser) e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que o outro seja melhor. Este sentimento é muito destrutivo pra o invejoso, pois faz com que ele só foque nas qualidades de seu próximo e esquece que também têm qualidades e dons que devem ser trabalhados.



Ira 

        É um intenso sentimento de raiva, ódio, rancor, um conjunto de fortes emoções e vontade de agressão geralmente derivada de causas acumuladas ou traumas. Pode ser visto como uma cólera e um sentimento de vingança, ou seja, uma vontade frequentemente tida como incontrolável dirigida a uma ou mais pessoas por qualquer tipo de ofensa ou insulto. Não devemos confudir ira com justa indiginação, pois a ira é o desejo incontrolável de se vingar a qualquer preço de quem nos ofendeu. Em algumas passagens bíblicas
Jesus sentiu ira, mas a ira de Jesus não era para destruir o homem, mas sim, para o corrigir de seu procedimento diante de Deus. A ira nos torna em animais irracionais que querem matar e destruir.

Avareza

       É um amor exagerado ao dinheiro e bens que a pessoa tenha. Uma pessoa avarenta tem dificuldade de abrir mão do que tem mesmo que receba algo em troca, tem cuidado com seus pertences como uma pessoa egoísta. Prefere abrir mão do que tem menos valor e preservar o que é mais valioso. Acha que perder algo pode ser um desastre. o avarento tem o coração fechado para o próximo e para Deus. tem em sua mente que o dinheiro é tudo, e pode tudo. Por isso são os mais dificeis de aceita o reino de Deus e seu projeto de amor.



Preguiça

          Pode ser interpretada como aversão ao trabalho, bem como negligência, morosidade e lentidão. O preguiçoso, conforme o senso comum, é aquele indivíduo que não gosta de atividades que mobilizem esforço físico ou mental. De modo que lhe é conveniente direcionar a sua vida a fins que não envolvam maiores esforços.  
         Todos nós fomos feitos a imagem de nosso Criador, quando temos e nos deixamos dominar por esse sentimento, nós denegrimos a sua santa imagem. Pois nosso Pai é trabalhador. O preguiçoso é uma vergonha pra qualquer família.





Gula

        É o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida ou intoxicantes. Esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Entretanto, a gula não é considerada um pecado universalmente; dependendo da cultura, ela pode ser vista como um sinal de status. Quando colocamos um prato de comida acima doque podemos comer, e essa comida sobra e vai para o lixo, é pecado, pois além de estar-mos estragando o alimento, ainda estamos esquecendo de nossos irmãos que morrem de fome todo ano aos milhares. E não fazemos nada por eles!

Luxúria

        Chegamos ao pecado que mais arrasta homens e mulheres a perdição. É o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”.Segundo a Doutrina Católica, consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Há diversas ramificações como, por exemplo, prostituição, sodomia, pornografia, incesto, pedofilia, zoofilia ou bestialismo, fetichismo, sadismo (busca de prazer infligindo dor ao parceiro) e masoquismo (busca de prazer recebendo do parceiro punições que envolvem dor), desvios sexuais e tantos outros pecados relacionados com a carne. A luxúria, segundo a mesma doutrina, pode acarretar em consequências como, por exemplo, o estímulo ao aborto (no caso de gravidez indesejada), transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, abuso sexual (no caso de pessoas com desvios sexuais que buscam na submissão do outro o seu prazer ou em pessoas que sofreram na infância tais abusos). Portanto a luxúria seria uma porta de acesso a outros pecados (desvios morais). Esse pecado coloca o ser humano abaixo do animais, pois assemelha o pecador a eles.



        Seis são as coisas que aborrecem o Senhor e sete as que a sua alma abomina: Olhos ativos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, um coração que maquina projetos iníquos, pés apressados para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia discórdias entre irmãos. Pr 6,16-19
       Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.
Gl 5,19-21


Texto extraído da wikipédia a enciclopédia livre.