domingo, 9 de setembro de 2012

Suicídio

Algumas pessoas têm dúvidas sobre se o suicìdio é pecado ou não. O Cônego José Luiz Villac em resposta a uma pessoa nos explica sobre o assunto.

Pergunta

Em minha família tivemos um ente querido que cometeu suicídio, era irmão de minha esposa, e no seu velório o Padre se recusou a rezar por sua alma. Eu e minha família ficamos extremamente chocados. Gostaria de saber se o senhor poderia me explicar a atitude do Padre. Se foi uma atitude isolada ou se é sempre assim. Podemos mandar rezar Missas em intenção da alma de meu cunhado?

Resposta

Nada justifica o suicídio porque, por mais árduas que sejam as condições de existência de uma pessoa, o homem foi feito para enfrentar durante a vida situações adversas, às vezes duríssimas. E Deus nunca recusa ao homem os auxílios de que precisa para cumprir seus deveres familiares, profissionais e sociais e para superar todas as provações. Auxílios esses que alcançamos de Deus muito especialmente através da oração: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, Ele vo-la dará”, disse Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 16, 23). “Tudo que pedirdes, com fé, na oração, o recebereis” (Mt 21, 22). O desespero do suicida é uma negação pecaminosa da misericordiosa paternidade de Deus e da promessa infalível de Jesus Cristo.
O suicídio é um pecado escandaloso, que atenta contra os direitos de Deus, supremo e único Senhor da vida e da morte. É um pecado que agride brutalmente o convívio familiar e social, privando os familiares e os amigos da presença de um ente querido, e muitas vezes de um sustentáculo material, afetivo e espiritual. É um pecado gravíssimo que precipita a alma diretamente no inferno.
Por esta razão, as leis da Santa Igreja (cânones 1184/5) vedam conceder exéquias eclesiásticas aos “pecadores manifestos” — como é o caso dos suicidas — “a não ser que antes da morte tivessem dado algum sinal de arrependimento”.
O ítem 3º do cânon 1184 introduz a precisão de que a privação das exéquias elcesiásticas deve ser aplicada aos “pecadores manifestos, aos quais não se possam conceder exéquias eclesiásticas sem escândalo público dos fiéis”
O sacerdote, ao recusar-se a rezar pela alma da pessoa que cometeu o suicídio, presumivelmente examinou a situação concreta para, conforme diz o ítem acima referido, evitar o “escândalo público dos fiéis”. Compreende-se, pois, a atitude assumida por ele.
Convém ainda acrescentar que não basta a mera suposição de que talvez, nos últimos instantes (entre o ato suicida e a morte efetiva), pela infinita misericórdia de Deus, ter-se-á arrependido de seu ato tresloucado e obtido o perdão. É preciso que haja algum testemunho fidedigno de que o suicida, antes de expirar, tenha por exemplo beijado devotamente um crucifixo ou alguma imagem ou objeto piedoso, tenha batido no peito dando mostras de arrependimento de seu pecado, tenha pedido que lhe levassem um sacerdote, ainda que este não tivesse chegado a tempo etc. Sem estes sinais, o sacerdote não pode dar-lhe “sepultura eclesiástica”, ou seja, rezar publicamente pelo defunto, encomendar-lhe a alma, benzer sua sepultura etc., nem celebrar as Missas de exéquias.
De qualquer modo, como resta a possibilidade de Deus ter concedido in extremis ao suicida a graça do perfeito arrependimento, sem que ele o tenha podido manifestar publicamente, é permitido rezar privadamente pelo defunto, e mesmo encomendar Missas em sua intenção, desde que estas sejam celebradas privadamente e assistidas só pelos familiares e amigos mais íntimos, sem comunicar ao ato nenhum caráter social (como anúncios em jornal, por exemplo).
Infelizmente, essas sábias e razoáveis disposições eclesiásticas, que antigamente eram bem conhecidas dos ­fiéis, hoje não mais o são, o que explica que o consulente e sua família tenham ficado extremamente chocados com a atitude do sacerdote. Em vista disso, teria sido conveniente, talvez, que ele desse uma explicação à família.
A triste realidade de nossos dias é que vivemos numa sociedade que se distanciou de Deus.Noções como a da extrema seriedade da vida, na qual devemos, pela honestidade de nossos atos, ganhar o Céu, e portanto evitar qualquer transgressão dos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja, não fazem mais parte das cogitações habituais de um número enorme de nossos contemporâneos. Restam apenas alguns fiapos de tradições cristãs, como a de rezar pelos defuntos no velório, chamar um Padre para que encomende a sua alma etc.
E ainda é forçoso reconhecer que mesmo esses fiapos estão desaparecendo. Contudo, a reação do consulente e de sua família, de ficarem chocados com a recusa do sacerdote de rezar publicamente pelo suicida, compreende-se em função do desejo de obter para ele a salvação. Que eles rezem, pois, pelo seu ente querido, pois Deus, em sua infinita misericórdia, na previsão dessas orações, pode ter dado ao defunto a graça do arrependimento in extremis. Até lá pode chegar a misericórdia divina!
 







sábado, 21 de julho de 2012

Monte Sinai



O monte Sinai, também conhecido como monte Horeb, fica no sul da península do Sinai, no Egipto. 
Esta região é sagrada para as três religiões monoteístas. 
É um pico de granito com 2288 metros, onde Moisés recebeu as Tábuas da Lei. 
Ao Monte Sinai foram atraídos muitos peregrinos ao longo dos séculos.


Peregrinos na esteira de Deus

Entre os tantos peregrinos, encontramos o Papa João Paulo II. Durante essa visita, João Paulo II afirmou: “enquanto os cristãos celebram o bimilenário do nascimento de Jesus, devemos fazer esta peregrinação aos lugares em que teve inicio e se desenvolveu a história da salvação. Viemos ao Egipto, percorrendo aquele caminho ao longo do qual Deus guiou o seu povo, tendo à frente Moisés, para conduzir à terra prometida. Pomo-nos a caminho, iluminados pelas palavras do livro do Êxodo: abandonando a nossa condição de escravidão, vamos ao Monte Sinai, onde Deus estabeleceu a sua aliança com a casa de Jacob, por meio de Moisés, em cujas mãos depositou as tabuas do Decálago”.


Aqui Deus revelou o seu nome e deu a sua lei

Na solidão do deserto Moisés encontra Deus. A sua atenção tinha sido atraída por uma sarça que ardia no fogo mas não era devorada (Êx 3,2). Ouviu então uma voz que dizia: “tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa” (êx 3,5). A voz continuou: “ eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob”. Deus envia Moisés a libertar o seu povo da escravidão no Egipto (Êx 3,7-9).

Depois de receber esta missão, Moisés pergunta a Deus qual é o seu nome. “Eu sou Aquele que sou” (êx 3,14). Enviando Moisés em força deste nome, Deus, revela-se sobretudo como o Deus da aliança.

Junto ao Mar Vermelho o povo experimentou uma grande libertação. Viu a força e a fidelidade de Deus., descobriu que Ele é o Deus que torna livre o seu povo, como prometido. Contudo, será no cume de Sinai, que este Deus selará o seu amor estreitando a Aliança, à qual jamais renunciará. Se o povo observar a Sua lei, conhecerá a liberdade para sempre.


Os dez mandamentos

Os dez mandamentos não são a imposição arbitrária de um Senhor tirânico. Eles foram escritos na pedra, para sempre, depois, impressos no coração do homem como Lei de vida, válida em todos os tempos e lugares. Hoje como sempre, as Dez Palavras da lei fornecem uma base autêntica para a vida dos indivíduos, das sociedades e nações: hoje como sempre, elas são o futuro da família humana.

Observar os Mandamentos significa ser fieis a Deus, mas também ser fieis a nós mesmos, à nossa autêntica natureza e às nossas mais profundas aspirações.

A revelar-se a Si mesmo no Monte e tendo entregue a sua Lei, Deus revelou o homem ao homem. O Sinai está no centro da verdade sobre o homem e sobre o seu destino.


Sinai, “monte da fé”

O Sinai, “monte da fé”, deve tornar-se “o lugar do encontro e de um pacto reciproco”, de certo modo o “monte do amor”. Foi ali que o povo se empenhou em viver à maneira de Deus e que Deus lhe assegurou o seu amor.

No Sinai, devemos sentir-nos como Moisés: homens e mulheres que, ao mesmo tempo, intercedemos junto do Senhor e recebemos a lei que é um apelo à verdadeira vida, que nos liberta dos ídolos e torna toda a existência infinitamente bela e preciosa!

Quando estivermos com Deus no monte da oração, deixemo-nos impregnar da sua luz, a fim do nosso rosto resplandecer com a glória de Deus e convidar os homens a viverem desta felicidade divina, que é a vida em plenitude.


“Do Egipto chamei o Meu Filho”

Assim fala O Senhor, que fez sair o seu povo da condição de escravidão (Êx 20,2) , para concluir com ele no Monte Sinai uma aliança.

O evangelho recorda-nos a fuga da Sagrada Família para o Egipto, onde veio buscar refugio, assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: “do Egipto chamei o Meu Filho” (Mt 2,15). 

A providencia conduziu Jesus pelos caminhos que outrora os israelitas tinham percorrido rumo à terá prometida, sob o sinal do Cordeiro Pascal, celebrando a Páscoa. 

Também Jesus, o Cordeiro de Deus, foi chamado do Egipto pelo Pai, para cumprir em Jerusalém a Páscoa da nova aliança e irrevogável, a Páscoa definitiva, a Páscoa que dá ao mundo a salvação.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Os Sete dons do Espírito Santo











Hoje quero colocar uma instrução sobre os dons do Espírito Santo, primeiramente para que estes dons? Os dons do paráclito, são uma forma de compenetrarmos nos mistérios de Deus, e assim conhecê-lo cada vez mais por meio destes dons, e não somente isso, como também utilizando-os para o bem comum, do irmão necessitado! Os dons são para todos, não existe distinção. Todos nós, filhos de Deus, somos escolhidos para sermos dotados com os dons celestiais. E o Espírito Santo revela todas as verdades sobre os mistérios de Deus! Conheça, e aprenda.
Deus abençoe

SABEDORIA: Pelo dom da sabedoria buscamos não a sabedoria do mundo, mas aquela Verdade que se identifica com o Sumo Bem e que nos torna felizes, porque nos enche de alegria o coração, como disse Jesus: Quando fordes presos, não vos preocupeis nem com a maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer. Porque não sereis vós quem falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós (Mt 10,19-20).

ENTENDIMENTO: É o dom divino pelo qual aceitamos as verdades reveladas por Deus. Mesmo não compreendendo todo o Mistério, entendemos que ali está a certeza de nossa salvação porque é verdade que procede de Deus infalível. Disse Deus pelo profeta: Eu vos darei um coração capaz de conhecer-me, e de saber que sou Eu o Senhor. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, porque de todo o coração se voltarão para mim (Jr 24,7).

CONSELHO: É a luz que o Espírito nos dá para distinguir-mos o certo do errado, o verdadeiro do falso, e assim orientarmos acertadamente a nossa vida e a de quem nos pede conselho. Sobre Jesus repousou o Espírito Santo, e lhe deu em plenitude esse dom, como havia profetizado Isaías: Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer, mas julgará os fracos com eqüidade e fará justiça aos pobres da terra . . . (Is 11,3-4).

FORTALEZA: É o dom da coragem para se viver fielmente a fé no dia-a-dia, e até diante do martírio se for preciso. Assim disse o Espírito à Igreja de Esmirna: Nada temas ante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão, para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante algum tempo. Sê fiel até à morte, e te darei a coroa da vida (Ap 2,10).

CIÊNCIA: Não é a ciência do mundo, mas a ciência de Deus. A Verdade que é Vida. Por esse dom o Espírito Santo nos indica o caminho a seguir na realização de nossa vocação, pois o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus . . . As coisas de Deus ninguém as conhece a não ser o Espírito de Deus (1 Cor 2,10-11).

PIEDADE: É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Por ser o Amor do Pai e do Filho, o Espírito Santo nos dá o sabor das coisas de Deus. São Paulo escreveu: A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vocês permaneçam na ignorância. Vocês bem sabem que, quando vocês eram pagãos, eram facilmente atraídos para os ídolos mudos. Por isso eu lhes declaro: todo aquele que é agora conduzido pelo Espírito de Deus não pode blasfemar contra Jesus. Bem como ninguém poderá dizer convictamente Jesus é o Senhor, a não ser movido pelo Espírito Santo (1 Cor 12,1-3).

TEMOR DE DEUS: Este dom do Espírito Santo não significa medo de Deus, mas um amor tão grande que queima o coração de respeito por Deus. Não é um pavor pela justiça divina, mas o receio de ofender ou de desagradar a Deus. Por isso Jesus teve sempre o cuidado de fazer em tudo a vontade de seu Pai, como Isaías havia profetizado: Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento. Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor (Is 11,2).

                Fonte:  http://setedons.vilabol.uol.com.br/index.htm

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Curioso 13



Papa João Paulo II
Lembra-te desta Pessoa Querida ?


JAN PAWEŁ DRUGI (João Paulo II) NA LÍNGUA POLONESA 13 Letras


Tornou-se Papa aos 58 anos de vida 5+8 = 13


O seu pontificado durou 9301 dias 9+3+0+1=13


Atentado 13 de Maio
Sofreu um atentado a 13 de Maio 


Faleceu na 13ª semana do Ano 


Quando faleceu ele tinha 85 anos 8+5 = 13


Data da sua morte 02.04.2005 0+2+0+4+2+0+0+5 = 13


A hora da sua morte 21h37m 2+1+3+7 = 13


Ele foi 265º Papa 2+6+5 = 13


13 é o número de Maria



 Fonte : Publicada por  
 HÉLDER GONÇALVES