quinta-feira, 3 de maio de 2018
terça-feira, 1 de maio de 2018
domingo, 9 de setembro de 2012
Suicídio
Pergunta
Em minha família tivemos um ente querido que cometeu suicídio, era
irmão de minha esposa, e no seu velório o Padre se recusou a rezar por sua alma.
Eu e minha família ficamos extremamente chocados. Gostaria de saber se o senhor
poderia me explicar a atitude do Padre. Se foi uma atitude isolada ou se é
sempre assim. Podemos mandar rezar Missas em intenção da alma de meu
cunhado?
Resposta
Nada justifica o suicídio porque, por mais árduas que sejam as
condições de existência de uma pessoa, o homem foi feito para enfrentar durante
a vida situações adversas, às vezes duríssimas. E Deus nunca recusa ao homem os
auxílios de que precisa para cumprir seus deveres familiares, profissionais e
sociais e para superar todas as provações. Auxílios esses que alcançamos de Deus
muito especialmente através da oração: “Em verdade, em verdade vos digo: se
pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, Ele vo-la dará”, disse Nosso
Senhor Jesus Cristo (Jo 16, 23). “Tudo que pedirdes, com fé, na oração, o
recebereis” (Mt 21, 22). O desespero do suicida é uma negação pecaminosa da
misericordiosa paternidade de Deus e da promessa infalível de Jesus Cristo.
O suicídio é um pecado escandaloso, que atenta contra os direitos
de Deus, supremo e único Senhor da vida e da morte. É um pecado que agride
brutalmente o convívio familiar e social, privando os familiares e os amigos da
presença de um ente querido, e muitas vezes de um sustentáculo material, afetivo
e espiritual. É um pecado gravíssimo que precipita a alma diretamente no
inferno.
Por esta razão, as leis da Santa Igreja (cânones 1184/5) vedam
conceder exéquias eclesiásticas aos “pecadores manifestos” — como é o
caso dos suicidas — “a não ser que antes da morte tivessem dado algum sinal
de arrependimento”.
O ítem 3º do cânon 1184 introduz a precisão de que a privação das
exéquias elcesiásticas deve ser aplicada aos “pecadores manifestos, aos quais
não se possam conceder exéquias eclesiásticas sem escândalo público dos fiéis”
O sacerdote, ao recusar-se a rezar pela alma da pessoa que
cometeu o suicídio, presumivelmente examinou a situação concreta para, conforme
diz o ítem acima referido, evitar o “escândalo público dos fiéis”.
Compreende-se, pois, a atitude assumida por ele.
Convém ainda acrescentar que não basta a mera suposição de que
talvez, nos últimos instantes (entre o ato suicida e a morte efetiva), pela
infinita misericórdia de Deus, ter-se-á arrependido de seu ato tresloucado e
obtido o perdão. É preciso que haja algum testemunho fidedigno de que o suicida,
antes de expirar, tenha por exemplo beijado devotamente um crucifixo ou alguma
imagem ou objeto piedoso, tenha batido no peito dando mostras de arrependimento
de seu pecado, tenha pedido que lhe levassem um sacerdote, ainda que este não
tivesse chegado a tempo etc. Sem estes sinais, o sacerdote não pode dar-lhe
“sepultura eclesiástica”, ou seja, rezar publicamente pelo defunto,
encomendar-lhe a alma, benzer sua sepultura etc., nem celebrar as Missas de
exéquias.
De qualquer modo, como resta a possibilidade de Deus ter
concedido in extremis ao suicida a graça do perfeito arrependimento, sem
que ele o tenha podido manifestar publicamente, é permitido rezar privadamente
pelo defunto, e mesmo encomendar Missas em sua intenção, desde que estas sejam
celebradas privadamente e assistidas só pelos familiares e amigos mais íntimos,
sem comunicar ao ato nenhum caráter social (como anúncios em jornal, por
exemplo).
Infelizmente, essas sábias e razoáveis disposições eclesiásticas,
que antigamente eram bem conhecidas dos fiéis, hoje não mais o são, o que
explica que o consulente e sua família tenham ficado extremamente chocados com a
atitude do sacerdote. Em vista disso, teria sido conveniente, talvez, que ele
desse uma explicação à família.
A triste realidade de nossos dias é que vivemos numa sociedade
que se distanciou de Deus.Noções como a da extrema seriedade da vida, na qual
devemos, pela honestidade de nossos atos, ganhar o Céu, e portanto evitar
qualquer transgressão dos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja, não fazem mais
parte das cogitações habituais de um número enorme de nossos contemporâneos.
Restam apenas alguns fiapos de tradições cristãs, como a de rezar pelos defuntos
no velório, chamar um Padre para que encomende a sua alma etc.
E ainda é forçoso reconhecer que mesmo esses fiapos estão
desaparecendo. Contudo, a reação do consulente e de sua família, de ficarem
chocados com a recusa do sacerdote de rezar publicamente pelo suicida,
compreende-se em função do desejo de obter para ele a salvação. Que eles rezem,
pois, pelo seu ente querido, pois Deus, em sua infinita misericórdia, na
previsão dessas orações, pode ter dado ao defunto a graça do arrependimento
in extremis. Até lá pode chegar a misericórdia divina!
Fonte : http://www.catolicismo.com.br
sábado, 21 de julho de 2012
Monte Sinai
O monte Sinai, também conhecido como monte Horeb, fica no sul da península do Sinai, no Egipto.
Esta região é sagrada para as três religiões monoteístas.
É um pico de granito com 2288 metros, onde Moisés recebeu as Tábuas da Lei.
Ao Monte Sinai foram atraídos muitos peregrinos ao longo dos séculos.
Peregrinos na esteira de Deus
Entre os tantos peregrinos, encontramos o Papa João Paulo II. Durante essa visita, João Paulo II afirmou: “enquanto os cristãos celebram o bimilenário do nascimento de Jesus, devemos fazer esta peregrinação aos lugares em que teve inicio e se desenvolveu a história da salvação. Viemos ao Egipto, percorrendo aquele caminho ao longo do qual Deus guiou o seu povo, tendo à frente Moisés, para conduzir à terra prometida. Pomo-nos a caminho, iluminados pelas palavras do livro do Êxodo: abandonando a nossa condição de escravidão, vamos ao Monte Sinai, onde Deus estabeleceu a sua aliança com a casa de Jacob, por meio de Moisés, em cujas mãos depositou as tabuas do Decálago”.
Aqui Deus revelou o seu nome e deu a sua lei
Na solidão do deserto Moisés encontra Deus. A sua atenção tinha sido atraída por uma sarça que ardia no fogo mas não era devorada (Êx 3,2). Ouviu então uma voz que dizia: “tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa” (êx 3,5). A voz continuou: “ eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob”. Deus envia Moisés a libertar o seu povo da escravidão no Egipto (Êx 3,7-9).
Depois de receber esta missão, Moisés pergunta a Deus qual é o seu nome. “Eu sou Aquele que sou” (êx 3,14). Enviando Moisés em força deste nome, Deus, revela-se sobretudo como o Deus da aliança.
Junto ao Mar Vermelho o povo experimentou uma grande libertação. Viu a força e a fidelidade de Deus., descobriu que Ele é o Deus que torna livre o seu povo, como prometido. Contudo, será no cume de Sinai, que este Deus selará o seu amor estreitando a Aliança, à qual jamais renunciará. Se o povo observar a Sua lei, conhecerá a liberdade para sempre.
Os dez mandamentos
Os dez mandamentos não são a imposição arbitrária de um Senhor tirânico. Eles foram escritos na pedra, para sempre, depois, impressos no coração do homem como Lei de vida, válida em todos os tempos e lugares. Hoje como sempre, as Dez Palavras da lei fornecem uma base autêntica para a vida dos indivíduos, das sociedades e nações: hoje como sempre, elas são o futuro da família humana.
Observar os Mandamentos significa ser fieis a Deus, mas também ser fieis a nós mesmos, à nossa autêntica natureza e às nossas mais profundas aspirações.
A revelar-se a Si mesmo no Monte e tendo entregue a sua Lei, Deus revelou o homem ao homem. O Sinai está no centro da verdade sobre o homem e sobre o seu destino.
Sinai, “monte da fé”
O Sinai, “monte da fé”, deve tornar-se “o lugar do encontro e de um pacto reciproco”, de certo modo o “monte do amor”. Foi ali que o povo se empenhou em viver à maneira de Deus e que Deus lhe assegurou o seu amor.
No Sinai, devemos sentir-nos como Moisés: homens e mulheres que, ao mesmo tempo, intercedemos junto do Senhor e recebemos a lei que é um apelo à verdadeira vida, que nos liberta dos ídolos e torna toda a existência infinitamente bela e preciosa!
Quando estivermos com Deus no monte da oração, deixemo-nos impregnar da sua luz, a fim do nosso rosto resplandecer com a glória de Deus e convidar os homens a viverem desta felicidade divina, que é a vida em plenitude.
“Do Egipto chamei o Meu Filho”
Assim fala O Senhor, que fez sair o seu povo da condição de escravidão (Êx 20,2) , para concluir com ele no Monte Sinai uma aliança.
O evangelho recorda-nos a fuga da Sagrada Família para o Egipto, onde veio buscar refugio, assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: “do Egipto chamei o Meu Filho” (Mt 2,15).
A providencia conduziu Jesus pelos caminhos que outrora os israelitas tinham percorrido rumo à terá prometida, sob o sinal do Cordeiro Pascal, celebrando a Páscoa.
Também Jesus, o Cordeiro de Deus, foi chamado do Egipto pelo Pai, para cumprir em Jerusalém a Páscoa da nova aliança e irrevogável, a Páscoa definitiva, a Páscoa que dá ao mundo a salvação.
Fonte : Helder Gonçalves iluminareaquecer.blogspot.com.br
Esta região é sagrada para as três religiões monoteístas.
É um pico de granito com 2288 metros, onde Moisés recebeu as Tábuas da Lei.
Ao Monte Sinai foram atraídos muitos peregrinos ao longo dos séculos.
Peregrinos na esteira de Deus
Entre os tantos peregrinos, encontramos o Papa João Paulo II. Durante essa visita, João Paulo II afirmou: “enquanto os cristãos celebram o bimilenário do nascimento de Jesus, devemos fazer esta peregrinação aos lugares em que teve inicio e se desenvolveu a história da salvação. Viemos ao Egipto, percorrendo aquele caminho ao longo do qual Deus guiou o seu povo, tendo à frente Moisés, para conduzir à terra prometida. Pomo-nos a caminho, iluminados pelas palavras do livro do Êxodo: abandonando a nossa condição de escravidão, vamos ao Monte Sinai, onde Deus estabeleceu a sua aliança com a casa de Jacob, por meio de Moisés, em cujas mãos depositou as tabuas do Decálago”.
Aqui Deus revelou o seu nome e deu a sua lei
Na solidão do deserto Moisés encontra Deus. A sua atenção tinha sido atraída por uma sarça que ardia no fogo mas não era devorada (Êx 3,2). Ouviu então uma voz que dizia: “tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa” (êx 3,5). A voz continuou: “ eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob”. Deus envia Moisés a libertar o seu povo da escravidão no Egipto (Êx 3,7-9).
Depois de receber esta missão, Moisés pergunta a Deus qual é o seu nome. “Eu sou Aquele que sou” (êx 3,14). Enviando Moisés em força deste nome, Deus, revela-se sobretudo como o Deus da aliança.
Junto ao Mar Vermelho o povo experimentou uma grande libertação. Viu a força e a fidelidade de Deus., descobriu que Ele é o Deus que torna livre o seu povo, como prometido. Contudo, será no cume de Sinai, que este Deus selará o seu amor estreitando a Aliança, à qual jamais renunciará. Se o povo observar a Sua lei, conhecerá a liberdade para sempre.
Os dez mandamentos
Os dez mandamentos não são a imposição arbitrária de um Senhor tirânico. Eles foram escritos na pedra, para sempre, depois, impressos no coração do homem como Lei de vida, válida em todos os tempos e lugares. Hoje como sempre, as Dez Palavras da lei fornecem uma base autêntica para a vida dos indivíduos, das sociedades e nações: hoje como sempre, elas são o futuro da família humana.
Observar os Mandamentos significa ser fieis a Deus, mas também ser fieis a nós mesmos, à nossa autêntica natureza e às nossas mais profundas aspirações.
A revelar-se a Si mesmo no Monte e tendo entregue a sua Lei, Deus revelou o homem ao homem. O Sinai está no centro da verdade sobre o homem e sobre o seu destino.
Sinai, “monte da fé”
O Sinai, “monte da fé”, deve tornar-se “o lugar do encontro e de um pacto reciproco”, de certo modo o “monte do amor”. Foi ali que o povo se empenhou em viver à maneira de Deus e que Deus lhe assegurou o seu amor.
No Sinai, devemos sentir-nos como Moisés: homens e mulheres que, ao mesmo tempo, intercedemos junto do Senhor e recebemos a lei que é um apelo à verdadeira vida, que nos liberta dos ídolos e torna toda a existência infinitamente bela e preciosa!
Quando estivermos com Deus no monte da oração, deixemo-nos impregnar da sua luz, a fim do nosso rosto resplandecer com a glória de Deus e convidar os homens a viverem desta felicidade divina, que é a vida em plenitude.
“Do Egipto chamei o Meu Filho”
Assim fala O Senhor, que fez sair o seu povo da condição de escravidão (Êx 20,2) , para concluir com ele no Monte Sinai uma aliança.
O evangelho recorda-nos a fuga da Sagrada Família para o Egipto, onde veio buscar refugio, assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: “do Egipto chamei o Meu Filho” (Mt 2,15).
A providencia conduziu Jesus pelos caminhos que outrora os israelitas tinham percorrido rumo à terá prometida, sob o sinal do Cordeiro Pascal, celebrando a Páscoa.
Também Jesus, o Cordeiro de Deus, foi chamado do Egipto pelo Pai, para cumprir em Jerusalém a Páscoa da nova aliança e irrevogável, a Páscoa definitiva, a Páscoa que dá ao mundo a salvação.
Fonte : Helder Gonçalves iluminareaquecer.blogspot.com.br
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